Inteligência Emocional: a habilidade do agora

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No momento em que vivenciamos profundas transformações, bem como um cenário de total incerteza, muito tem se falado sobre a importância de desenvolvermos a inteligência emocional, para conseguirmos passar da melhor forma por toda essa instabilidade e situação. E É por esse motivo, que a IE já é considerada uma das habilidades essenciais do século XXI, tanto para o convívio pessoal, quanto profissional.

E o que de fato é a Inteligência Emocional (IE)? Para Daniel Goleman, ph.D. no assunto e autor do bestseller Inteligência Emocional, a inteligência emocional é conseguir lidar de maneira saudável, com as suas emoções e as emoções das outras pessoas. Ele afirma que não devemos deixar de sentir as emoções e sim, levar inteligência às emoções para que desta forma, tenhamos mais sucesso em nossas relações, na nossa vida e na carreira profissional.

Frente à esse cenário, diversas empresas têm olhado muito para a habilidade emocional, antes de entrar na questão técnica do colaborador (o currículo propriamente dito). Conforme nos aponta um *levantamento realizado pela CareerBuilder, onde mostra que 71% dos 2.662 executivos de RH pesquisados, afirmam valorizar mais a inteligência emocional (IE) do que o QI (quoeficiente de inteligência) em seus funcionários. Isso vale tanto na hora de contratar como na de promover. A pesquisa mostra que 59% dos recrutadores não contratariam um profissional com QI elevado e baixo quociente emocional (QE).

Acredito que isto esteja ocorrendo, uma vez que as habilidades interpessoais, como a cooperação, resiliência, autocontrole, comunicação, empatia etc (que também fazem parte da IE), são fundamentais para gerar um clima organizacional positivo, bem-estar entre líderes e liderados, engajamento e comprometimento dos colaboradores, os quais vão muito além de uma “pilha de diplomas”, pois somente a técnica – o currículo – não descreve o comportamento desejado pela empresa e não garante que a entrega aconteça de maneira eficiente.

E como podemos desenvolver a IE? O próprio Goleman, nos aponta alguns caminhos, que ele chama, as “cinco dimensões da Inteligência Emocional”: a 1ª é desenvolver a autoconsciência, isto é, conhecer as suas próprias emoções e o porquê elas acionam certos comportamentos. Já a 2ª, é ter autorregulação ou o famoso autocontrole, aqui você precisa aprender a lidar com as suas emoções, mantendo estados emocionais mais positivos. A 3ª dimensão é a automotivação, nesta, entra o fato de você não terceirizar a motivação para coisas ou outras pessoas. Desenvolver a empatia, é 4ª dimensão, descrita como a capacidade de entender o que as pessoas estão sentindo e pensando, para conseguir gerir melhor as emoções das outras pessoas. E a última da lista, é a habilidade social, aqui entra o relacionar-se de forma positiva com as outras pessoas, contribuindo de maneira harmoniosa  e significativa com elas.

Sendo assim, a inteligência emocional é fundamental para quem busca ascensão na carreira profissional, bem como melhorar o convívio com as pessoas, na liberação de bem-estar e na qualidade das relações interpessoais. E cabe a cada um, buscar a melhor forma de desenvolver e praticar a IE, para se tornar um profissional ainda mais incrível, um ser humano melhor e mais agradável na relação com as pessoas.

*Fonte: Economia-iG @ https://economia.ig.com.br/carreiras/inteligencia-emocional-e-mais-valorizada-do-que-qi/n1597206689790.html